29.10.2026 19:28

Preparação do próximo quadro europeu arranca no Oeste e Vale do Tejo

Portugal COMISSÃO DE COORDENAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE LISBOA E VALE DO TEJO I.P. Unknown author
Příprava nadcházejícího evropského rámce začala v západním a toku Tejo: přes 80 účastníků se sešlo v Entroncamentou, aby definovali priority a identifikovali projekty vhodné pro QFP 2028–2034. Setkání zdůraznilo, že Oeste, Lezíria do Tejo a Médio Tejo budou poprvé hodnoceny jako NUTS II v rámci regionu Lisabonu a Vale do Tejo, a že úspěch konvergence bude záviset na zralosti projektů a spolupráci tří intermunicipálních struktur. Diskuse se zaměřila na čtyři osi tematiky: udržitelnou průmyslovou produkci a inovace, hospodářskou vodní bezpečnost a energetickou transformaci, městskou síť a bydlení, a udržitelný turismus s kulturním dědictvím, doplněné o nová mobilizační opatření pro region.
AI summary

Mais de 80 participantes reuniram-se no Entroncamento para um novo debate territorial, promovido pela CCDR LVT, para definir prioridades e identificar projetos com maturidade para o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028–2034. Será o primeiro quadro europeu em que o Oeste e Vale do Tejo é avaliado como NUTS II.

A convite do Presidente do Município do Entroncamento, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) realizou a 28 de outubro, no Museu Nacional Ferroviário, o segundo debate do ciclo que prepara o posicionamento da região perante o próximo quadro financeiro europeu. Depois da Península de Setúbal, a sessão centrou-se no Médio Tejo, no Oeste e na Lezíria do Tejo.

A sessão, organizada em conjunto com as Comunidades Intermunicipais do Médio Tejo, da Lezíria do Tejo e do Oeste, reuniu autarcas, empresas, instituições de ensino superior, comunidade científica e entidades públicas e associativas. O evento ficou marcado pelo reconhecimento, por parte de vários intervenientes, da metodologia participativa seguida pela CCDR LVT, no envolvimento dos agentes do território desde a fase inicial na construção desta estratégia.

Na abertura, a Presidente da CCDR LVT, Teresa Almeida, sublinhou o significado particular deste exercício. Com a reclassificação de 2024, “pela primeira vez, o Oeste, a Lezíria do Tejo e o Médio Tejo preparam juntos um quadro financeiro europeu, integrados na Região de Lisboa e Vale do Tejo”, afirmou.

O diagnóstico apresentado mostra um território que cresce, mas que ainda não converge o suficiente. Entre 2021 e 2025, a população aumentou 6,2%, para cerca de 865 mil habitantes, e entre 2021 e 2024 o PIB cresceu 31,2% em termos nominais. Em 2024, porém, o PIB por habitante, em paridade de poder de compra, ficou-se pelos 65% da média da União Europeia, abaixo dos 76% registados em 2000. A despesa em I&D representa cerca de 0,9% do PIB regional.

Para Teresa Almeida, esta “é uma oportunidade, mas também uma exigência”: a capacidade de converter os fundos em convergência dependerá da maturidade dos projetos e da articulação entre as três Comunidades Intermunicipais. Num quadro europeu cada vez mais orientado para resultados, a preparação, que começará a ser executada, “será decisiva”, lembrou Teresa Almeida.

A Presidente destacou a base agroalimentar, industrial e logística da região e os investimentos que podem reconfigurar a sua geografia económica: o novo Aeroporto Luís de Camões, a alta velocidade Porto–Lisboa–Madrid, a modernização da Linha do Oeste, o polo ferroviário do Entroncamento e a grande área de acolhimento empresarial de Lisboa e Vale do Tejo.

Garantir que os seus benefícios chegam a todo o território exige ordenamento de antecipação, que proteja o solo agrícola e o Tejo. O novo PROT de Lisboa, Oeste e Vale do Tejo (PROT LOVT), que se encontra em preparação e será apresentado em 2027, é o instrumento que irá orientar esse crescimento.

O debate organizou-se em quatro eixos: produção industrial sustentável, economia circular e inovação aplicada; segurança hídrica, adaptação climática e transição energética; rede urbana policêntrica, habitação e fixação de pessoas; e turismo sustentável, património cultural e identidade territorial. As Novas Agendas Mobilizadoras, propostas pela CCDR LVT como instrumentos de desenvolvimento económico enraizados no território, atravessaram os quatro eixos.

Os contributos recolhidos dos agentes e entidades do território – de toda a Região de Lisboa e Vale do Tejo – serão apresentados, futuramente, num grande evento regional.

https://www.ccdr-lvt.pt/2026/10/preparacao-do-proximo-quadro-europeu-arranca-no-oeste-e-vale-do-tejo

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