| Datum | 13.10.2026 |
| Subjekt | MOTA-ENGIL ATIV - GESTÃO E MANUTENÇÃO DE ATIVOS, S.A. |
| Region | Portugalsko |
| Kategorie | Konferencie a veľtrhy, Ekológia, Životné prostredie |
Falar sobre sustentabilidade é importante. Demonstrá-la na prática é ainda mais.
Quando falamos de sustentabilidade em eventos, o que acontece nos bastidores é tão importante como aquilo que acontece no palco. Foi precisamente esse o desafio assumido pela conferência “A Floresta Ibérica e os Mercados Voluntários de Carbono”: medir o seu impacto, reduzir as emissões sempre que possível e comunicar os resultados de forma transparente.
1. Medir: conhecer o impacto antes do evento acontecer
O processo começou ainda na fase de planeamento. No momento da inscrição, os participantes foram convidados a responder a um questionário sobre o modo de deslocação previsto para o evento. Paralelamente, foi recolhida informação sobre os principais elementos que contribuem para a pegada carbónica de um evento:
Com base nestes dados, foi efetuado um cálculo preliminar da pegada de carbono utilizando uma metodologia alinhada com o Greenhouse Gas Protocol (GHGP) e fatores de emissão reconhecidos internacionalmente.
Mas medir a pegada de um evento é muito mais do que contabilizar consumos de eletricidade ou combustível. É também identificar tudo aquilo que normalmente não se vê: os materiais utilizados, as deslocações realizadas, os serviços contratados, os resíduos produzidos e até o impacto associado à transmissão online.
2. Mitigar: agir antes que as emissões aconteçam
Com a pegada estimada identificada, foi possível implementar medidas concretas para reduzir as emissões. Entre as principais ações destacam-se:
Sessões online
Materiais reutilizados
Catering mais sustentável
No total, as medidas implementadas permitiram reduzir a pegada estimada do evento em aproximadamente 14%.
3. Confirmar: calcular o impacto real após o evento
Terminada a conferência, foi efetuada uma nova recolha de dados com informação real sobre a participação, os serviços utilizados e os consumos efetivamente registados. Este exercício permitiu recalcular a pegada carbónica e validar as estimativas realizadas na fase de planeamento. O resultado demonstrou uma elevada precisão do processo:
Além disso, as medidas de mitigação adotadas ao longo da organização permitiram evitar 58,70 tCO₂e quando comparadas com um cenário de referência sem preocupações de sustentabilidade.
4. Ser transparente: comunicar os resultados e compensar o impacto remanescente
A análise revelou também onde estão os maiores desafios para a sustentabilidade dos eventos. Os principais hotspots identificados foram:
Com as emissões inevitáveis identificadas, o passo seguinte será a sua compensação através da aquisição de créditos de carbono em projetos localizados na Península Ibérica. Esta abordagem reflete um princípio fundamental da gestão carbónica: primeiro medir, depois reduzir e mitigar, e apenas compensar aquilo que não foi possível evitar.
O resultado
A conferência demonstrou que a sustentabilidade em eventos não se resume a intenções ou compromissos declarados. Exige dados, metodologia, decisões informadas e transparência. Ao medir o impacto, implementar ações concretas de redução, compensar as emissões remanescentes e partilhar publicamente os resultados, foi possível transformar um evento de debate sobre ação climática num exemplo prático daquilo que defende: passar das palavras à ação.